
Certo dia parei diante do espelho e olhei profundamente e atenta a cada movimento meu.Quando percebi eu não estava mas lá,e os sonhos haviam se apoderado de mim.
Eu via uma menina sozinha sentada sobre uma cama dentro de um quarto,solitária,apenas com um pedaço de papel,uma caneta e um violão do outro lado.Quisera eu entender o que se passava ali,mas era tudo estranho,parecia ser dificil de compreender.
Ela passava horas e horas ali sentada,escrevendo,como se as palavras a envolvessem e ela fizesse algo que realmente gostara.
Tinha um olhar sufocante,que parecia dizer tudo o que sentia,cabelos preto,rosto pálido e uma aparência que era diferente do que as pessoas imaginavam.Ela não estava nem ai para o que pensariam dela,escrevia tudo o que sentia,mas se sufocava com os sentimentos que não expressava perante as palavras.
Mostrara as pessoas que a aparência não era importante e apenas dizia: " - Decifra-me pelo que sou e não pelo que vê".Era algo encantador quando realmente entendera a mensagem que ela tentava passar,para ela o momento era o agora,e não doces lembranças que a cercavam.
"Milhares de folhas escritas jogadas ao vento, versos perdidos flutuavam pelo seu pensamento,o papel e a caneta eram suficientes para si,ela apenas falava com as palavras e agradecia por ser assim ... "
Quando percebi ainda estava diante do espelho,com a sensação de ter acordado de um sonho.Olhei fundo a minha imagem e descobri que aquele sonho era a mais pura realidade e a menina que ali ficara era a minha própia imagem,aquela cujo as pessoas não enxergavam durante todo o tempo,mas que renascia a cada novo poema escrito.
Texto por: Jhéssyca Rodrigues
-(Todos os direitos reservado)-

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